Aos mestres, com carinho: manifesto em homenagem ao dia do DJ

Hoje é o dia para se falar de uma das profissões mais difíceis do mundo: a do DJ.

Desde o seu surgimento sempre foi vista com olhos ou que condenam, ou que admiram, como em toda novidade. Tida como uma das profissões do futuro por ter surgido anos depois das tradicionais, como advogado, médico e contador, essa profecia aconteceu e hoje vemos o mercado ser preenchido e aquecido diariamente por pessoas que estão se alavancando por amor à música ou por amor à fama, grana e oportunidade.

A paixão que eu tenho pela profissão passou por duas fases: a de ser público/fã para a de profissional do meio. Não sou DJ, mas já tentei ser e não segui por não ter conseguido me encaixar. Por trabalhar no circuito da música eletrônica há alguns anos e no mercado do entretenimento, o outro lado dos DJs sempre me encantou, mesmo antes de conhecê-lo.

A maioria dos meus amigos hoje é DJ, e convivo com eles e suas batalhas diariamente. É de se admirar a força dos que estão pelo amor à música em romper com suas carreiras estáveis, se especializar cada vez mais, buscar novas referências e manter a sua irreverência, custe o que custar. Ao mesmo tempo, é muito ruim acompanhar e ver também quem entrou para o meio somente pela oportunidade de morder um pedaço do bolo milionário que representa esse nicho hoje, e poder se alimentar de uma fama momentânea, como uma droga.

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Como todo mercado, este não é diferente em concorrência e muitas surpresas. Uma dessas surpresas, infelizmente má, são os números atuais a respeito do quão afetada está a saúde mental dos DJs ao redor do mundo. Foi um dos principais temas tratado no último International Music Summit, e desde que ocorreram alguns episódios recentes de surtos e suicídios no meio, deu-se o play em um alerta global a respeito do tema.

A ansiedade é algo que já vem instalado nos nascidos deste século e está sendo constantemente contraído pelos que não são, através da tecnologia e do turbilhão infinito de informações que nos atropelam todos os dias. No palco, os DJs são enérgicos, pra cima e eufóricos. Mas antes de subir nele, muitos demonstram uma insegurança gigantesca quanto à própria personalidade e aceitação, pela imensa pressão imagética do mercado, até que o momento de subir as escadas acontece.

E como qualquer profissional de grande exposição, os DJs conhecem bem o sentimento de ter acabado de incendiar uma pista de dezenas de milhares de pessoas e encerrar a noite num quarto de hotel, sozinhos.

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Nos seus primórdios, o DJ era tido como o profissional que formava opinião musical e ensinava às pessoas o que ouvir de bom, através de uma pesquisa densa e intensa. É justamente por isso que ser DJ é uma das profissões mais difíceis do mundo: porque é a que mais se aproxima da de professor e que igualmente não tem o reconhecimento que deveria ter na maior parte do mundo.

Não importa o que for tocado ou de qual estilo e vertente o DJ é, a principal ferramenta da profissão sempre foi traduzir o próprio sentimento em música, causando um mix de sentimentos nos que podem ter essa única oportunidade de poder ver e apreciar um bom set. Essa fórmula é muito mais complexa do que alguns imaginam.

É como cantou David Bowie na música “DJ”, composta pela força da natureza em forma de pessoa chamada Grace Jones: “Eu sou DJ, eu sou o que eu toco”.

Não é apenas apertar o play

Não é apenas mixar

Não é apenas pesquisar musica

Não é apena viajar

É sentir e ensinar música

Assim como qualquer profissional da área, o DJ é feito de música; a vive 24 horas por dia, ou pelo menos deveria. E por isso o respeito a ela deve vir em primeiro lugar — ela é a base da profissão. E ser DJ não se trata de apenas manipulá-la, mas de usá-la como instrumento de transformação na vida de quem ele encontra.

A todo momento, um DJ salva alguém de algum dia ou sentimento ruim em alguma pista ao redor do mundo, como salvou o pessoal do grupo americano Indeep em “Last Night a DJ Save My Life”.

Cuidemos melhor dos nossos DJs. Se não fosse por eles, ainda ouviríamos as mesmas coisas de sempre até hoje, sem experimentação, sem movimento e sem objetivo. Foram eles que me ensinaram o que eu sei e fizeram com que eu decidisse trabalhar e seguir carreira com o que trabalho hoje.

Obrigado e parabéns pelo seu dia, engenheiros de pista, cientistas do ritmo, administradores de vibe, advogados da boa música e médicos da alma.

Hasta la pista!

Como sócio, L_cio integra novo braço eletrônico de agência brasileira

Bad_Mix, Érica, Maurício Lopes e Vermelho Wonder são os primeiros artistas representados pelo novo setor da Urban Jungle

Na última sexta-feira (06), a Urban Jungle, gravadora, agência de management e produtora de eventos de São Paulo, anunciou a sua chegada ao mercado de música eletrônica. Entrando como sócio, Laercio Schwantes — o L_cio — será responsável pela curadoria do novo braço da empresa, que irá representar inicialmente os artistas Maurício Lopes, Érica, Bad_Mix e Vermelho Wonder.

A label promove, no Brasil e no mundo, artistas independentes de São Paulo, totalizando 22 discos lançados em 12 anos. Apesar de mergulhar somente agora na música eletrônica, a área de empresariamento atua no suporte à cena urbana brasileira desde 2005, e atualmente representa Céu, Boogarins, Edgar, Otto e Teto Preto.

“Há algum tempo observamos a cena eletrônica crescer na programação dos festivais, no Brasil e no mundo. Estávamos esperando a oportunidade de encontrar a pessoa certa para fazer a curadoria dos artistas e iniciar o projeto”, declarou à Phouse o CEO e fundador da Urban Jungle, André Bourgeois.

“Laércio nos trouxe sua experiência e conhecimento do mercado, além de sua intuição sobre o futuro desenvolvimento da cena eletrônica. Junto dele, poderemos consolidar a carreira dos artistas no Brasil e começar também a desenvolvê-las internacionalmente”, certifica Bourgeois.

De fato, L_cio não pode ser considerado inexperiente no setor, pois, além de sua experiência prática como produtor musical, já vinha atuando na área de maneira informal desde o ano passado. “O André mostrou a vontade de ter um braço na agência com artistas ligados à música eletrônica; pudemos ter algumas ideias e iniciamos essa sociedade”, relatou à reportagem o músico — e agora também empresário.

Ele ainda explica que seu papel vai além da curadoria: “Paralelo a isso estou fazendo o management desses artistas, tentando planejar a carreira deles desde lançamentos até shows, planos de entrevistas e parcerias”. L_cio considera que sua parceria de seis meses com a manager Monique Dardenne o fez entender como trabalhar o próprio projeto — algo que ele pretende carregar para a agência.

 

Lançamentos Alphabeat: “Over You” e “Turn Around”

Trabalho solo do Rakka e collab entre Kiko Franco, Simple Jack e Drop Dealer são as novidades da Alphabeat Records

Nessa última sexta-feira, tivemos na Alphabeat Records mais dois lançamentos: “Over You”, novo som promissor do Rakka, e “Turn Around”, collab entre Kiko FrancoSimple Jack (foto) e Drop Dealer.

Rakka – Over You

Depois de collabs com nomes como Cool Keedz, Rodrigo Sá, Selva e HOT-Q, o duo paulistano Rakka, formado por Bruno Genz e Arthur Lucchesi, pintou com o trabalho solo “Over You”. A faixa vem na pegada da house melódica, com alguns elementos progressivos, e tem tudo para ser um dos singles de maior sucesso do projeto até hoje.

Kiko Franco, Simple Jack, Drop Dealer – Turn Around

“Turn Around”, do produtor e cantor e compositor sueco Sailor & I, saiu em 2014 pela Life and Death, e se tornou um dos sons mais marcantes dos últimos anos no cenário house/techno graças a um remix do Âme. Esse remix, que transformou a canção em um hino das pistas de dança underground, foi reconstruído agora por Kiko Franco, Simple Jack e o DJ e produtor brasiliense Drop Dealer.

O lançamento tem uma curiosidade especial: representa uma nova fase para Kiko Franco, que a exemplo de alguns expoentes globais, como David Guetta e Calvin Harris, também decidiu fazer o caminho de transição do comercial para o conceitual. Essa história virou destaque na Phouse; leia aqui.

Alpha Bets

Todo o mês, oito lançamentos, em média, são colocados no ar como apostas da label na playlist Alpha Bets, que é atualizada sempre às quartas-feiras. Isso vem movimentando a cena dos artistas que acabam não recebendo espaço de outras gravadoras.

Com “Meditatiohm”, Vegas inicia décimo ano de sua carreira

O expoente brazuca do cenário psytrance fará turnê especial para comemorar sua trajetória de dez anos

Vegas no festival Mundo Psicodélico. Foto: Leandro Quartiermeister/Divulgação

Nesta terça-feira, 10, o expoente do psytrance brasileiro Vegas lançou sua primeira track do ano: “Meditatiohm”. O som e o momento do release são especiais, já que em 2020, o DJ está celebrando dez anos de carreira.

A track já vinha sendo testada nas pistas — é, inclusive, a que abriu o seu set no Universo Paralello (veja abaixo) — e, depois de alguns ajustes, saiu hoje nas plataformas digitais pela gravadora israelense X7M Records.

 

“A primeira vez que toquei ela, senti que a track teria potencial. Ela funcionou exatamente do jeito que eu imaginei, com uma atmosfera mística e ao mesmo tempo dançante. Estou há alguns meses testando ela nas pistas e fazendo pequenos ajustes. Agora está 100%”, declarou o produtor catarinense, através de um comunicado para a imprensa.

De acordo com o texto, o single foi inspirado pela primeira turnê de Vegas na terra do psytrance — a Índia. “Apesar de já ser algo meio clichê do psytrance e eu também já ter algo com o mesmo tema, senti que poderia ser algo especial, aproveitando a energia daquela tour”, explicou.

“Visitando templos hindus, senti uma energia que nunca tinha sentido antes. Passei a tarde no hotel pesquisando sobre mantras indianos e acabei encontrando o que foi usado na ‘Meditatiohm’”, continuou. “Fui testando texturas que não tinha usado antes em minhas produções, como emuladores do famoso TB-303, que trazem timbres ácidos à composição”, complementou o artista, que realiza suas produções no Cubase 9.5.

Vegas também anunciou que uma turnê especial está a caminho, para celebrar a marca de uma década como DJ e produtor. Nenhuma data foi revelada até o momento, mas shows no Brasil e no exterior estão nos planos. “Vou precisar no mínimo de três horas de set time”, disse, revelando que a ideia é contar a sua história em “sets bem construídos e especiais”.

Alok é o 1º DJ anunciado para o Rock in Rio 2019

Mais de 30 nomes já foram confirmados no lineup deste ano

Nesse último final de semana, o Rock in Rio revelou mais três atrações de sua próxima edição: Alok, Cardi B e Ivete Sangalo — os três no Palco Mundo (os dois primeiros escalados para o dia 27, enquanto a última, para o dia 29).

Com isso, Alok é o primeiro DJ anunciado para este Rock in Rio, que já tem mais de 30 nomes confirmados, mas nenhum ainda do palco eletrônico, que passa a se chamar New Dance Order.

Ao G1, o goiano disse ter “caído pra trás” quando ficou sabendo da oportunidade de tocar no Palco Mundo, no mesmo dia de Drake. “Tocar no Palco Mundo é a prova de que fiz a escolha certa, que estou colhendo os frutos do que plantei lá atrás. Hoje nem sei se seria legal tocar num palco eletrônico mais, acho que estou mais abrangente mesmo”, declarou, lembrando que já tocou no palco eletrônico do RiR em 2015.

“Na hora que contei para a equipe, a galera ficou tipo ‘caraca’, ‘não acredito’, ‘sonho’. A gente está preparando um showzaço para esse dia. Estamos super focados já, estudando músicas para serem tocadas. Estamos em março com a cabeça no Rock in Rio”, concluiu.

AMP

Surpreender, inovar, ousar, cativar… “marcas registradas” no pensamento e nas ações dos DJ’s Maurício S. e Smith – os criadores do Projeto “AMP”que vem para o mundo da música eletrônica já solidificado nas raízes da House Music e do Techno – o que trouxe vasta experiência técnica e feeling musical dos artistas, que juntos somam mais de 20 anos de trabalho no cenário musical. Artistas do seleto casting da Agência Over One DJ’s, somam agora o conhecimento com espírito inovador e criativo para um público que é apaixonado pela música eletrônica e não tem medo de aprender e experimentar o novo, o incomum e o inesperado, entregando-se a dança e a viagem nas melodias e sons de estilos underground, que é o foco central desse trabalho.

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